CENTRO CULTURAL DOS PALMARES, QUILOMBO DA RESISTÊNCIA CULTURAL PALMARINA!

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Telles Júnior escolheu Zumbí dos Palmares como Patrono do GRUCALP. Em 1989, quando foi eleito pela primeira vez para Diretor-Presidente da Associação, Jaorish Gomes Telles propôs ao Conselho Administrativo a escolha de Mahatma Gandhi para Patrono do prédio onde funcionasse o Centro Cultural dos Palmares, tendo o saguão principal o nome do Poeta da Não-Violência. Aprovação unânime. Juntaram-se a Partilha Quilombola representada por Zumbí e o pacifismo ecumênico de Gandhi. Símbolos das nossas ações nas comunidades com dignidade.

Por esta Associação Juvenil Autônoma passou a maioria dos jovens que enveredou pela Literatura, teatro, capoeira e dança em Palmares! Não tem fins lucrativos!...

 Funcionou inicialmente na residência de Telles Júnior, onde ocorreram atividades intensas, quando o Artista cedia cômodos da casa, sem fronteiras, e da Galeria de Artes Zumbí para Reuniões, ensaios, Oficinas Artísticas (Desenho Artístico, Escultura, Pintura, Teatro, Dança e Capoeira). Veja as fotos abaixo :

O nome de Centro Cultural dos Palmares foi dado ao espaço onde funcionava o GRUCALP, em 1973, pelo poeta Milton Souto. Ele sempre dizia que a casa de Telles Júnior era um Centro Cultural!

Em 1989, o Grupo Cultural dos Palmares foi reconhecido de Utilidade Pública Municipal pela Câmara de Vereadores e pela Lei 1093, sancionada pelo Prefeito Francisco da Assis Rodrigues, na época, em seu primeiro mandato!...

 Em 1992, o Prefeito Francisco de Assis Rodrigues (gestão 1989-1992) cedeu um espaço de um prédio público. Em 1993, o Prefeito que assumiu a Prefeitura, Ivanildo Pereira Alves, despejou a nossa ONG do prédio cedido.

GRUCALP não tem ligação com Partidos Políticos e não aceita manipulações de facções politiqueiras.

O Centro Cultural dos Palmares conseguiu abrigo no 1º Andar da Loja Maçônica Fraternidade Palmarense Nº1, onde ficou até fevereiro de 1997, quando o Prefeito Francisco de Assis Rodrigues cedeu o prédio da Antiga Cadeia Municipal (transformado em "Casa do Artesão", em 1992, e, em 2000, transformado, em CENTRO DE ARTES TELLES JÚNIOR, através de Lei Municipal aprovada por unanimidade no Poder Legislativo Palmarense).

       

Em agosto de 2000 o Centro Cultural foi vítima de uma enchente. Grande parte do acervo foi danificado ou perdido.

 

Embora o Centro Cultural dos Palmares tenha dezenas de jovens freqüentando, a maioria foi cuidar das famílias em desespero. E a Direção do GRUCALP não conseguiu transporte para salvar os pertences existentes no prédio da Antiga Cadeia. As águas da enchente invadiram o prédio da Antiga Cadeia até a altura de 2m!

Inicialmente, foram 25 dias dia e noite no prédio, limpando e recuperando documentos dos registros de 31 anos de História do GRUCALP e de outros Movimentos Culturais Palmarenses. O trabalho se prolongou por mais 3 meses.

AS PERDAS SÃO INCALCULÁVEIS, DIANTE DO VALOR HISTÓRICO DE DOCUMENTOS. OS EQUIPAMENTOS E ACERVO LITERÁRIO, NEM VALE A PENA TENTAR CALCULAR. NESSES MOMENTOS, EIS A GRANDE PROVA QUE AS CAUSAS CULTURAIS FICAM "PARA ÚLTIMO CASO"... A DIREÇÃO DO GRUCALP DECIDIU COLOCAR O ACERVO QUE PÔDE RECUPERAR, NA GALERIA DE ARTES ZUMBÍ, LOCAL ALTO, ONDE HÁ PROJETO DE FAZER PAVIMENTO SUPERIOR PARA ABRIGAR O CENTRO CULTURAL DOS PALMARES FUTURAMENTE, NA ESPERANÇA DE REEQUIPAR E RECUPERAR PARTE DAS PERDAS!...

Em agosto de 2002, o Governo Municipal dos Palmares solicitou desocupação do Prédio da Antiga Cadeia Municipal (Centro de Artes Telles Júnior) para restaurar a edificação pública. Houve promessas do espaço ser novamente colocado nas mãos do GRUCALP e do Núcleo da U.B.E.. Mas ao iniciar o Governo eleito em 2004, aquele prédio foi entregue ao Governo do Estado de Pernambuco que instalou lá uma Agência do Trabalho (total desrespeito à memória de Telles Júnior porque o edifício foi intitulado em homenagem ao Artista, em Lei Municipal aprovada por unanimidade no Poder Legislativo Palmarense, em Maio de 2000. Porém, a Direção do GRUCALP luta por Sede Própria (clique aqui e leia sobre este assunto)